DESEJO S.A.

Performance

DESCRIÇÃO

Inspirada na obra do pintor René Magritte ‘Os Amantes’, a Performance ‘DESEJO S.A.’ trabalha com três linguagens artísticas explorando suportes-mídias diferenciados nesta Intervenção-Obra-Experiência pontual e efêmera: Teatro, Dança e Artes Plásticas num Palco Paisagem para expressar a sublimação do corpo-desejo na coreografia do cotidiano, objetivando deslocar este corpo-desejo de seu espaço físico natural e reinventá-lo neste mesmo espaço a partir da imagem na pintura ‘Os Amantes’.



A Performance DESEJO S.A. propõe a realização de Situ-Ações performativas iguais com casais de Performers diferentes em momentos diferentes.
Todas as Situ-Ações performativas serão captadas sob o olhar videográfico dos Videomakers do Coletivo Curto-Circuito.
Nesta Situ-Ação os Performers do Coletivo Curto-Circuito colocam-se como sujeitos-objetos da Performance. Enquanto escultura-viva, uma Pintura-Teatro num Palco Paisagem. A experiência é visual e imediata. Uma Situ-Ação estática que permanece como forma, cuja qual se difundirá graças ao Vídeo.
Os Performers do Coletivo Curto-Circuito propõe uma representação imaginária e imagética da sublimação do corpo-desejo, interpretando uma narração estática do corpo, e de seu comportamento, símbolo da sublimação do corpo-desejo. Os Performers têm como material para a construção de uma escrita do corpo, a pintura ‘Os Amantes’ de René Magritte, além da reflexão sobre seu próprio corpo e como ele se apresenta diante dos rituais sociais estabelecidos.
A função representacional de tal Situ-Ação consiste em oferecer uma imagem, que será vista por uma quantidade considerável de pessoas e que pode fazer com que as relações-repressões se projetem na consciência pública. A arte como instrumento de ação social. Trata-se da utilização do corpo-instrumento e sua relação espaço-tempo em ligação direta com o público, lidando com os velhos axiomas da arte cênica, sob um novo ponto de vista (o ponto de vista plástico) trazendo inovações à cena: o não uso da palavra; um tipo de Teatro-Imagem que surge da Dança-Movimento.
O texto na Performance DESEJO S.A. deve ser entendido como um discurso visual que cria um signo imagético causador de estranhamento no público que tem no mínimo uma função: destacar a imagem criada, propondo uma melhor observação da mesma. No que se refere à relação espaço-tempo, a ação performativa pretende estender-se a determinação do espaço na sua forma mais ampla possível, consistindo numa experiência dinâmico-espacial. O conceito convencionalizado de obra de arte e os locais institucionais para sua exposição tornam-se, então, insustentáveis para a Performance ‘DESEJO S.A.’.
Anarquiza-se a cartografia dos terminais: instalados nela, a presença dos Performers ganha uma existência na paisagem, agora não mais passível de ser ignorada: o expectador/transeunte os vê e as relações-repressões não podem ser denegadas. A força do resultado formal, tanto na escolha dos corposignos quanto em sua disposição nos espaços escolhidos, é inseparável do sucesso da problematizasão que a obra opera, seu efeito provocativo.

CONTEXTUALIZAÇÃO

Na Performance DESEJO S.A. o erotismo surge como uma das mais intensas e vitais experiências do homem e se exprime pela força agregadora que leva as pessoas a entrarem em contato. Uma Performance que mostra a sexualidade como a expressão máxima da intimidade e do desejo e que o impacto gerado pelo erotismo leva as pessoas a temerem a ação dele.
Que forças são essas que o homem precisa controlar, desviar, canalizar para outros setores aceitos socialmente? Para o filósofo francês Bataille, o domínio do erotismo está justamente no desejo que triunfa da proibição. O comportamento erótico se opõe ao comportamento habitual.
Na Performance DESEJO S.A. a sexualidade surge como uma liguagem possível, por meio da qual nos comunicamos com o outro, rompendo a descontinuidade dos corpos: a carícia é a “palavra” do corpo.
O objetivo da Performance DESEJO S.A. é mostrar através do movimento-corpo-imagem que as convenções sociais tornam as relações impessoais e impedem o autêntico encontro amoroso.

FICHA TÉCNICA

Pesquisa, criação e execução: Coletivo Curto-Circuito
Performers: Airton lima, Daniel Pizamiglio, David da Paz, Liduina Lins, Mônica Rêgo e Naiana
Cabral.
Videomakers: Cleomir Alencar, David da Paz e Rafael Alcântara
Produção executiva: Escola de Bens Imateriais

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Performance realizada no ENCONTRO TERCEIRA MARGEM / VÍDEO-DANÇA – PERFORMANCE – INSTALAÇÕES – INTERVENÇÕES URBANAS / Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par 2008.

Passagem

Deriva

Prospecção em Ambiente Urbano aonde o Participante-Executante lança-se numa Deriva* deixando pegadas criadas em Stencil impressas no percurso.







Recorte Psicogeográfico
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Video-Mapa Subjetivo









* Segundo o situacionista Guy Debord, a Deriva é um modo de comportamento experimental ligado às condições da sociedade urbana: técnica de passagem rápida por ambiências variadas. A Deriva é um exercício prático da Psicogeografia e, além de ser também uma forma de apreensão do espaço urbano pelo pedestre através da ação de andar sem rumo, com o objetivo de mapear os diversos comportamentos afetivos diante dessa ação de caminhar pela cidade.

Falha no Sistema

Sabotagem Científica
Arte-Comunicação-Guerrilha nas veias do Capitalismo Contemporâneo.






●Titulo: Falha no Sistema
●Características: Duração indeterminada / Invisibilidade / Desconstrução ambiental/ Prospecção em ambiente urbano / Experiência de mutação: mutação do uso dos espaços, mutação de percepção dos não-lugares determinada pelo evento em ato.
●Pesquisa, Criação e Realização: Coletivo Curto-Circuito
●Produção executiva: Escola de Bens Imateriais
●Dimensões:18 x 5 cm
●Ano: 2006
●Conceitos e Procedimentos de Execução: Inserção (caixas eletrónicos e maquinas de Coca-Cola) através da aplicação de adesivos com a frase 'Fora de Serviço'.

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Sujeitos e Sujeitados - Homem-Massa

Cartografias do Poder - Programa in Progress
Performance / Intervenção-Obra-Experiência em Áreas Exclusivas de Estetização do Poder.





Esta performance trabalha com a idéia de apropriação signica espacial, um tipo de performance em paisagem urbana. A experiência é visual, sonora e imediata. Uma Performance que permanece como forma, cuja forma deriva do nome da performance - Sujeitos e Sujeitados -. Nesta Performance os Sujeitos representam configurações de obras representativas que se baseiam no princípio da estetização de poder. Estas configurações arquitetônicas são apropriadas e utilizadas como cenário-personagem onde os performers se instalam e desenvolvem uma representação imaginária, interpretando uma narração do corpo, e de seu comportamento símbolo de sua sujeição a esses equipamentos urbanos.
O objetivo desta performance é evidenciar-provorar a cartografia dominante: instalados nela, os performers (Sujeitados) ganham uma existência na paisagem, agora não mais passível de ser ignorada, e a relação entre Sujeitos e Sujeitados não pode ser denegada.
A força do resultado formal, tanto na escolha dos corpos quanto em sua disposição nos espaços escolhidos, é inseparável da problematização que a obra opera, seu efeito provocativo.

A Procura

Performance

Para a realização da Performance ‘A Procura’, os performers do Coletivo Curto-Circuito lançan-se numa Deriva* pela cidade, cujo objetivo é abordar os habitantes com uma pergunta-provocação-reflexão: você sabe me informar aonde posso encontrar a vida?
Depois de estabelecido o contato e de interações verificadas em possibilidades, os performers afirmam já ter andado por vários lugares, não- lugares e Supralugares da cidade de Fortaleza e só encontraram a sobrevivência.
A pergunta-provocação-reflexão e feita pelos performers com a naturalidade de alguém que esta pedindo uma informação de certa localização geográfica. São as informações dadas pelos habitantes que conduzem os performers nesta Performance-Processo-Procura pela vida. Isto é, os performers estabeleceram um relação teatral com os habitantes onde eles passaram a ser protagonistas de si e construtores direto da obra em questão.
Trata-se da utilização do corpo-instrumento e sua relação espaço-tempo em ligação direta com o público. Cada contato estabelecido é uma experiência pessoal e intransferível. Interferência imperceptível que fica gravada na memória dos participantes.
O Performance ‘A Procura’ propõe ampliar a percepção dos pedestres ao confrontá-los individualmente com um jogo de pergunta e resposta. A pergunta é paradoxal e, dependendo da tolerância da pessoa abordada, o diálogo pode prosseguir por um tempo indefinido. A ação performativa estendeu-se a determinação do espaço na sua forma mais ampla possível, consistindo numa experiência de tempo indeterminado, dinâmico-espacial. O conceito convencional de obra de arte e os locais institucionais para sua exposição tornam-se, então, insustentáveis para o desenvolvimento da Performance ‘A Procura’.
Os performers usam dispositivos de captação de áudio para registrar os diversos comportamentos afetivos provocados nos pedestres e os percursos são registrados em vídeo por videomakers que ao filmarem a performance participaram da Deriva.
O material audiovisual captado é estudado e posteriormente transformado em vídeo com o objetivo de transmitir as realidades psicogeográficas desveladas na Performance ‘A Procura’ para um público amplo e variado, potencializando uma expansão imprevisível e em muitas direções ao mesmo tempo.
O Objetivo desta Performance é provocar uma Situ-Ação Micropolítica no Cotidiano que reverbere reflexões sobre a sobrevivência enquanto problemática que nos impede diariamente de realizar a vida, afim de criar um espaço intimista, otimista, sutil e concreto de discussão, de surpresa, transformação e confronto com a sobrevivência para potencializar a vida.









Imagens do Trabalho Realizado durante o INTERURBANOS - AÇÕES URBANAS - Fortaleza.

“O que muda a nossa maneira de ver o mundo é mais importante do que a nossa maneira de ver a arte.”

* Segundo o situacionista Guy Debord, a Deriva é um modo de comportamento experimental ligado às condições da sociedade urbana: técnica de passagem rápida por ambiências variadas. A Deriva é um exercício prático da Psicogeografia e, além de ser também uma forma de apreensão do espaço urbano pelo pedestre através da ação de andar sem rumo, com o objetivo de mapear os diversos comportamentos afetivos diante dessa ação de caminhar pela cidade.

Situ-Ações Micropolíticas no Cotidiano


“Esta intervenção se traduz, no âmbito da vida cotidiana, de forma a intensificar o rendimento vital da cotidianidade. Visa construir Situ-Ações Micropolíticas no Cotidiano, em busca de um alargamento da dimensão lúdica da vida”.