O que significa dignidade?



Utilizar um celular para criar interferências cognitivas, inserções sutis e provocantes que põem em discussão algo tão fundamental, que é a dignidade, para pensarmos o devir-direitos humanos. No celular que usamos para intervenção foi instalado o aplicativo java Blueshoot, este é uma ferramenta para celular que procura e encontra todos os aparelhos que estão com Bluetooth ativado por perto. Depois, basta escrever a mensagem e clicar em Shoot All para mandar para várias pessoas ao mesmo tempo.
A mensagem-provocação que enviamos é: O que significa dignidade?


O que significa dignidade?'
Coletivo Curto-Circuito
Fortaleza-Ceará
2010

SITUACIONAUTAS

SITUACIONAUTAS #1
Inventando Situ-Ações Performativas e navegando por trajetórias entre signos no espaço público urbano.




DESCRIÇÃO
Prospecção cênica em ambientes urbanos de intensa circulação de pedestres onde os performers executam partituras de Situ-Ações Performativas que interagem e interferem na “coreografia do cotidiano”.
As Situ-Ações Performativas criadas levam em consideração o espaço físico o qual se propõe intervir, estabelecendo, assim, uma relação não só com a arquitetura e tecido urbano, mas principalmente com os transeuntes que circulam nesses espaços. Ocupam-se da exploração da dimensão física, social e mental do corpo em relação com o cenário material da vida, isto é, a relação do corpo com a urbanística e a arquitetura e os comportamentos provocados nessa relação.
Esses modelos práticos de performance, têm a atenção centrada nos espaços urbanos de intensa circulação de usuários, pois, o objetivo é interagir com “público ocasional”, partindo de Situ-Ações que rompem e refletem o cotidiano do pedestre.
Estes eventos-ações serão projetados em função do espectador (público-vivenciador-ocasional), propondo-lhe uma rara experiência fenomenológica e crítica da realidade.
Trata-se da realização de intervenções-obras-experiências pontuais e efêmeras, mergulhadas em observações sociológicas, filosóficas e políticas. Experimentos que associam estética com ética.
Para tanto, propomos engendrar durante 4 semanas (entre 9 de outubro e 7 de novembro) 4 performances que estabeleçam um amplo diálogo com o espaço público urbano (quadrilátero formado pela Avenida Dom Manuel, Avenida Duque de Caxias, Avenida Tristão Gonçalves e Rua Castro e Silva) da cidade de Fortaleza e seu habitante.

PERCEPTOS
Na arte contemporânea a cidade é cada vez mais objeto de intervenções de artistas. Mais do que estar nas ruas levando a obra para um público amplo, o pensamento que funda este projeto surge da interpretação da arquitetura e da organização espacial, buscando desvelar e renovar os sentidos dos lugares. A intervenção artística funciona como um elemento questionador e vitalizador da vida urbana.
O ponto de partida deste, sem embargo, é que os espaços físicos sempre são espaços sociais e, do mesmo modo, as atribuições de significação também estão estruturadas por fatos sociais.
É da união entre artista e vínculo social que as novas formas estéticas são ampliadas, ultrapassando uma mera transmissão de dados informativos e históricos, ou apenas satisfazendo a demanda de uma “novidade artística” comprometida com a tendência do momento.
Propõe a cada indivíduo outras perspectivas para perceber o espaço da cidade, percebendo-se dentro dela.

Pesquisa, invenção e realização: Coletivo Curto-Circuito
Performers: Airton Lima, David da Paz, George Sander, Naiana Cabral e Tathiane Paiva.
Registros: Ítalo Rodrigues
Produção Executiva: Escola de Bens Imateriais
Ano: 2010

Hiperarquitetura e Hiperurbanismo do Desejo

Semana de Arte Urbana Benfica - 2010 - Fortaleza/Ceará


Proposição:
Projeto formado por 5 dispositivos que objetivaram reverberar a alteridade de modo a promover um adensamento progressivo da rede coletiva envolvida no contexto em questão: O desejo-cidade dos habitantes do Bairro Benfica.

Dispositivo 1 – Derivas – Investigações Psicogeográficas
A idéia é realizar um mapeamento cognitivo do bairro do Benfica observando as ambivalências e elaborando uma práxis urbana: “Andanças metódicas”.




Dispositivo 2 – Cartografias Situadas
Ferramenta lúdica e criativa que facilita a construção de um relato, visível a partir das derivas.

Dispositivo 3 – Performance: Interferência Cognitiva no Cotidiano
Partindo de um modelo performativo, cujo objetivo é abordar os habitantes do Benfica e instiga-los a pensar o espaço público como um território atravessado por uma trama complexa de interesses que compõem e constroem os espaços da vida e que nem sempre correspondem ao desejo de todos.

Dispositivo 4 – Interferências Visuais
Colar mapa subjetivo em diversos pontos-espaços do Benfica e interferir na paisagem.

Dispositivo 5 – Instalação
Consiste na Instauração de um meio de comunicação, por intermédio de Instalação acompanhada de cartografias, vídeos, potencializando uma expansão imprevisível e em muitas direções ao mesmo tempo.

A partir da execução dos dispositivos (Derivas, Cartografias, Performances, Interferências Visuais, Instalação), intentamos problematizar situações com ações situadas.
É uma tática-processo em constante mudança e elaboração, própria e coletiva, a partir da qual apontamos revelar conexões entre aspectos que cotidianamente apresentam-se como isolados.

Livro-Ação - Escritura no Pensamento


HETEROTOPIAS – ALPENDRE 10 ANOS
Proposição: ‘LIVRO-AÇÃO - Escrituras no Pensamento’

Livro com instruções práticas para performers. O Livro-Ação é composto por diversas instruções para serem executadas no espaço público urbano. Um conjunto de propostas que o leitor-performer põe em prática.
5 Livros-Ação serão distribuídos à 5 leitores-performers através de um ritual que acontecerá (segunda, 23/08/10) no Alpendre. Logo em seguida, os 5 leitores-performers iniciam suas leituras. A primeira instrução de todos os Livros-Ação é: Vá para a rua.
No espaço público urbano os leitores-performers derivam por um tempo indeterminado.
Cada leitor-performer realizará sua experiência com uma micro-câmera acoplada em seu corpo.
Por essas instruções, teoricamente, qualquer pessoa é capaz de realizar a performance sem precisar de uma prática, habilidade ou preparação.
O Livro-Ação sugere ações banais, em suas complexas orquestrações. Ações transitórias indicadas em “partituras de eventos”.
Um conjunto de instruções de como lidar com o corpo em contato direto com o espaço público urbano. Um tipo de jogo urbano que propõe ao leitor-performer outras maneiras, outros pontos de vista, de outras regiões, de outros estados de ser, como disse Antonim Artaud e Edson Passeti, ou outras regiões de expressões destes estados de ser.
Nele é possível experimentar outros espaços. Falamos de experimentações disponíveis a convulsionar um leitor. Preciosas situações poéticas.
Os Livros-Ação serão expostos no Alpendre (quinta, 26/08/10) acompanhados de registros, como parte da programação, para que pessoas interessadas possam conhecer o trabalho e (o que seria muito massa!) realizar novas experiências.


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Segunda, 23/08/10, Fortaleza-Ceará


Quinta, 26/08/10, Fortaleza-Ceará

A PROCURA - PERFORMANCE - SEMANA EXPERIMENTAL URBANA 2010 - POA

A PROCURA - PERFORMANCE

Fortaleza, setembro de 2006. O Performer David da Paz, acompanhado pelo Videomaker Hugo Pierot, sai às ruas para provocar e registrar as reações dos pedestres à pergunta-provocação: Por gentileza, você sabe me informar aonde posso encontrar a vida?


INTERFERÊNCIAS IMPERCEPTÍVEIS 2006 - FUGACIDADE - FORTALEZA

No entanto, aquilo que parecia começar como uma simples enquete logo se transforma em um ambicioso e imprevisível retrato de um grupo heterogêneo composto por donas de casa, trabalhadores, estudantes, aposentados, mendigos, que expõem suas concepções sobre a vida, sobre a sobrevivência, passando pelo trabalho, pela religião e a política, suas dúvidas e angústias, seus cotidianos.


INTERURBANOS 2007 - AÇÕES URBANAS - FORTALEZA

A idéia de pensar e realizar uma Performance móvel, relacional a partir de uma Situ-Ação instável, de um corpo situado e de um lugar acionado ao acaso, surgiu sobre a reflexão do que vem a ser a vida diante da sobrevivência e vem apostando no encontro, não o encontro com a verdade, mas na verdade do encontro.

S.E.U. - SEMANA EXPERIMENTAL URBANA - PORTO ALEGRE - 2010

pROJETO:
A- Performers do Coletivo Curto-Circuito propõe lançar-se em Derivas pela cidade de Porto Alegre, durante 5 dias, partindo sempre às 10h10min do coração da cidade de Porto Alegre. A Praça da Matriz de Porto Alegre, cujo nome oficial é Praça Marechal Deodoro é o lugar selecionado pelo Coletivo Curto-Circuito por ser um lugar que existe desde os primórdios da capital, quando, ainda em 1773, chamava-se Largo do Palácio ou da Matriz.
B- Os Performers partem de um modelo performativo, cujo objetivo é abordar os habitantes (público-vivenciador-ocasional) da cidade de Porto Alegre com uma pergunta-provocação: Por gentileza, você sabe me informar aonde posso encontrar a vida?
Depois de estabelecido o contato e de interações verificadas em possibilidades, os Performers intentam ainda provocar: Eu já andei por diversos cantos desta cidade e só encontrei a sobrevivência.
C- A pergunta-provocação e feita pelos Performers com a naturalidade de alguém que esta pedindo uma informação de certa localização geográfica. São as informações dadas pelos habitantes (público-vivenciador-ocasional) que irão conduzir os Performers nesta Performance-Processo-Procura pela vida. Isto é, os Performers estabelecem um relação teatral com os habitantes (público-vivenciador-ocasional) onde ele é estimulado pela obra a desenvolver uma ação performativa e passa a ser construtor direto da obra em questão. Para tanto, será trabalhada nesta Performance a noção de espaço de performação, traduzido como aquele que insere o espectador na obra-proposição, possibilitando a criação de uma estrutura relacional ou comunicacional. Ou seja, o espaço de ação do espectador (público-vivenciador-ocasional) ampliando a noção de Performance como um procedimento que se prolonga também nos participantes.
D- Trata-se da utilização do corpo-instrumento e sua relação espaço-tempo em ligação direta com os habitantes (público-vivenciador-ocasional). Cada contato estabelecido é uma experiência pessoal e intransferível. Interferência imperceptível que ficará principalmente gravada na memória dos vivenciadores.
E- Os Performers estarão equipados com micro-câmeras capazes de registrar os diversos comportamentos afetivos provocados nos habitantes (público-vivenciador-ocasional).
O material audiovisual captado é estudado e posteriormente transformado em uma espécie de vídeo-mapa subjetivo-afetivo que será postado no blog do Coletivo Curto-Circuito (http://coletivocurto-circuito.blogspot.com/) com o objetivo de transmitir as “realidades” e “inrealidades” psicogeográficas desveladas na Performance A PROCURA para um público amplo e variado, potencializando uma expansão imprevisível e em muitas direções ao mesmo tempo.
F- Esta Performance não carece de palmas.

vÍDEOS-mAPAS-sUBJETIVOS-aFETIVOS

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- 20. O6. 10 – Situ-Ação Performativa

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- 21. O6. 10 – Situ-Ação Performativa

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- 22. O6. 10 – Situ-Ação Performativa

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- 23. O6. 10 – Situ-Ação Performativa

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- 24. O6. 10 – Demarcações