Programa in Progress
Performance / Intervenção-Obra-Experiência na Metrópole Trajetórial.
Descrição
Prospecção em ambientes urbanos de intensa circulação de pedestres onde os performers executam partituras de Situ-Ações Performativas que interagem e interferem na “coreografia do cotidiano”.
As Situ-Ações Performativas ocupam-se da exploração da dimensão física, social e mental do corpo em relação com o cenário material da vida, isto é,
a relação do corpo com a urbanística e a arquitetura e os comportamentos provocados nessa relação.
5 performers e 3 Situ-Ações Performativas realizadas em 6 momentos durante 6 semanas em pontos selecionados da Praça do Passeio Público e nas ruas Major Facundo e Senador Alencar.
As Situ-Ações Performativas criadas levam em consideração o espaço físico o qual se propõe intervir, estabelecendo assim, uma relação não só com a arquitetura e tecido urbano, mas principalmente com os transeuntes que circulam nesses espaços.
Estes eventos-ações serão projetados em função do espectador, propondo-lhe uma rara experiência fenomenológica e crítica da realidade.
1ª Situ-Ação Performativa
5 performers executam 3 movimentos iguais, simples, rígidos, lentos e contínuos em momentos e espaços diferentes.
Movimento 1 - Os performers iniciam totalmente estáticos chamando a atenção para a imobilidade de seu corpo em um ambiente em constante movimento, para a semiose urbana, para possíveis silêncios e para o barulho que abita os espaços (paisagem sonora). O objetivo é explorar através de uma sucessão de quadros vivos o potencial dramático da imobilidade e a percepção do espaço através do não-movimento.
Movimento 2 - Os performers descem lentamente ate o chão e sentam-se.A instrução é movimentar-se dentro de uma lógica interna, totalmente absorvido no pensamento de que seu corpo movimenta-se o mais devagar possível.Recomenda-se que os performers não teatralizem a ação de sentar-se no chão, mas concentre-se em “levar um tempo extra” para realizar o movimento, que geralmente, é apressado.
Movimento 3 - O cotovelo apóia-se na perna, a coluna curva-se, o rosto inclinado caído sobre a mão expressa a palidez, e o olhar, perdido no infinito.Uma sensação? Frio.Um sabor? Amargo.Uma Cor? PretoUm Desejo? A Inércia Completa.
Vídeo: Intervenção-Obra-Experiência # 1
2ª Situ-Ação Performativa
5 performers executam 2 movimentos iguais, simples e em tempo natural em momentos e espaços diferentes.
Movimento 1 - Os performers andam naturalmente em ambientes urbanos de intensa circulação de pedestres e páram em espaços selecionados de cara para parede. A instrução é movimentar-se dentro de uma lógica interna, totalmente absorvido no pensamento de que seu corpo movimenta-se de maneira natural.Recomenda-se que os performers não teatralizem a ação de andar, mas que concentrem-se em “levar um tempo natural” para realizar o movimento.
Movimento 2 - De cara para parede os performers ficam totalmente estáticos chamando a atenção para a imobilidade de seus corpos em um ambiente em constante movimento, para a semiose urbana, para possíveis silêncios e para o barulho que abita os espaços (paisagem sonora).O objetivo é explorar através de uma sucessão de quadros vivos o potencial dramático da imobilidade e a percepção do espaço através do não-movimento.
Vídeo: Intervenção-Obra-Experiência # 2
Ficha Técnica
Performers – David da Paz, Daniel Pizamiglio, Joubert Arrais, Liduina Lins e Viviane Pereira.
Videomakers – David da Paz, Ítalo Manfrinni.
Concepção e Direção – David da Paz.
Edição de Imagens e Mixagem – David da Paz.
Músicas: Orguestra Polifônica de Levante Festivo.
Orientações: Tamara Cubas
Apoio: Alpendre
DESEJO S.A.
Performance
DESCRIÇÃO
Inspirada na obra do pintor René Magritte ‘Os Amantes’, a Performance ‘DESEJO S.A.’ trabalha com três linguagens artísticas explorando suportes-mídias diferenciados nesta Intervenção-Obra-Experiência pontual e efêmera: Teatro, Dança e Artes Plásticas num Palco Paisagem para expressar a sublimação do corpo-desejo na coreografia do cotidiano, objetivando deslocar este corpo-desejo de seu espaço físico natural e reinventá-lo neste mesmo espaço a partir da imagem na pintura ‘Os Amantes’.

A Performance DESEJO S.A. propõe a realização de Situ-Ações performativas iguais com casais de Performers diferentes em momentos diferentes.
Todas as Situ-Ações performativas serão captadas sob o olhar videográfico dos Videomakers do Coletivo Curto-Circuito.
Nesta Situ-Ação os Performers do Coletivo Curto-Circuito colocam-se como sujeitos-objetos da Performance. Enquanto escultura-viva, uma Pintura-Teatro num Palco Paisagem. A experiência é visual e imediata. Uma Situ-Ação estática que permanece como forma, cuja qual se difundirá graças ao Vídeo.
Os Performers do Coletivo Curto-Circuito propõe uma representação imaginária e imagética da sublimação do corpo-desejo, interpretando uma narração estática do corpo, e de seu comportamento, símbolo da sublimação do corpo-desejo. Os Performers têm como material para a construção de uma escrita do corpo, a pintura ‘Os Amantes’ de René Magritte, além da reflexão sobre seu próprio corpo e como ele se apresenta diante dos rituais sociais estabelecidos.
A função representacional de tal Situ-Ação consiste em oferecer uma imagem, que será vista por uma quantidade considerável de pessoas e que pode fazer com que as relações-repressões se projetem na consciência pública. A arte como instrumento de ação social. Trata-se da utilização do corpo-instrumento e sua relação espaço-tempo em ligação direta com o público, lidando com os velhos axiomas da arte cênica, sob um novo ponto de vista (o ponto de vista plástico) trazendo inovações à cena: o não uso da palavra; um tipo de Teatro-Imagem que surge da Dança-Movimento.
O texto na Performance DESEJO S.A. deve ser entendido como um discurso visual que cria um signo imagético causador de estranhamento no público que tem no mínimo uma função: destacar a imagem criada, propondo uma melhor observação da mesma. No que se refere à relação espaço-tempo, a ação performativa pretende estender-se a determinação do espaço na sua forma mais ampla possível, consistindo numa experiência dinâmico-espacial. O conceito convencionalizado de obra de arte e os locais institucionais para sua exposição tornam-se, então, insustentáveis para a Performance ‘DESEJO S.A.’.
Anarquiza-se a cartografia dos terminais: instalados nela, a presença dos Performers ganha uma existência na paisagem, agora não mais passível de ser ignorada: o expectador/transeunte os vê e as relações-repressões não podem ser denegadas. A força do resultado formal, tanto na escolha dos corposignos quanto em sua disposição nos espaços escolhidos, é inseparável do sucesso da problematizasão que a obra opera, seu efeito provocativo.
CONTEXTUALIZAÇÃO
Na Performance DESEJO S.A. o erotismo surge como uma das mais intensas e vitais experiências do homem e se exprime pela força agregadora que leva as pessoas a entrarem em contato. Uma Performance que mostra a sexualidade como a expressão máxima da intimidade e do desejo e que o impacto gerado pelo erotismo leva as pessoas a temerem a ação dele.
Que forças são essas que o homem precisa controlar, desviar, canalizar para outros setores aceitos socialmente? Para o filósofo francês Bataille, o domínio do erotismo está justamente no desejo que triunfa da proibição. O comportamento erótico se opõe ao comportamento habitual.
Na Performance DESEJO S.A. a sexualidade surge como uma liguagem possível, por meio da qual nos comunicamos com o outro, rompendo a descontinuidade dos corpos: a carícia é a “palavra” do corpo.
O objetivo da Performance DESEJO S.A. é mostrar através do movimento-corpo-imagem que as convenções sociais tornam as relações impessoais e impedem o autêntico encontro amoroso.
FICHA TÉCNICA
Pesquisa, criação e execução: Coletivo Curto-Circuito
Performers: Airton lima, Daniel Pizamiglio, David da Paz, Liduina Lins, Mônica Rêgo e Naiana
Cabral.
Videomakers: Cleomir Alencar, David da Paz e Rafael Alcântara
Produção executiva: Escola de Bens Imateriais
Performance realizada no ENCONTRO TERCEIRA MARGEM / VÍDEO-DANÇA – PERFORMANCE – INSTALAÇÕES – INTERVENÇÕES URBANAS / Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par 2008.
DESCRIÇÃO
Inspirada na obra do pintor René Magritte ‘Os Amantes’, a Performance ‘DESEJO S.A.’ trabalha com três linguagens artísticas explorando suportes-mídias diferenciados nesta Intervenção-Obra-Experiência pontual e efêmera: Teatro, Dança e Artes Plásticas num Palco Paisagem para expressar a sublimação do corpo-desejo na coreografia do cotidiano, objetivando deslocar este corpo-desejo de seu espaço físico natural e reinventá-lo neste mesmo espaço a partir da imagem na pintura ‘Os Amantes’.

A Performance DESEJO S.A. propõe a realização de Situ-Ações performativas iguais com casais de Performers diferentes em momentos diferentes.
Todas as Situ-Ações performativas serão captadas sob o olhar videográfico dos Videomakers do Coletivo Curto-Circuito.
Nesta Situ-Ação os Performers do Coletivo Curto-Circuito colocam-se como sujeitos-objetos da Performance. Enquanto escultura-viva, uma Pintura-Teatro num Palco Paisagem. A experiência é visual e imediata. Uma Situ-Ação estática que permanece como forma, cuja qual se difundirá graças ao Vídeo.
Os Performers do Coletivo Curto-Circuito propõe uma representação imaginária e imagética da sublimação do corpo-desejo, interpretando uma narração estática do corpo, e de seu comportamento, símbolo da sublimação do corpo-desejo. Os Performers têm como material para a construção de uma escrita do corpo, a pintura ‘Os Amantes’ de René Magritte, além da reflexão sobre seu próprio corpo e como ele se apresenta diante dos rituais sociais estabelecidos.
A função representacional de tal Situ-Ação consiste em oferecer uma imagem, que será vista por uma quantidade considerável de pessoas e que pode fazer com que as relações-repressões se projetem na consciência pública. A arte como instrumento de ação social. Trata-se da utilização do corpo-instrumento e sua relação espaço-tempo em ligação direta com o público, lidando com os velhos axiomas da arte cênica, sob um novo ponto de vista (o ponto de vista plástico) trazendo inovações à cena: o não uso da palavra; um tipo de Teatro-Imagem que surge da Dança-Movimento.
O texto na Performance DESEJO S.A. deve ser entendido como um discurso visual que cria um signo imagético causador de estranhamento no público que tem no mínimo uma função: destacar a imagem criada, propondo uma melhor observação da mesma. No que se refere à relação espaço-tempo, a ação performativa pretende estender-se a determinação do espaço na sua forma mais ampla possível, consistindo numa experiência dinâmico-espacial. O conceito convencionalizado de obra de arte e os locais institucionais para sua exposição tornam-se, então, insustentáveis para a Performance ‘DESEJO S.A.’.
Anarquiza-se a cartografia dos terminais: instalados nela, a presença dos Performers ganha uma existência na paisagem, agora não mais passível de ser ignorada: o expectador/transeunte os vê e as relações-repressões não podem ser denegadas. A força do resultado formal, tanto na escolha dos corposignos quanto em sua disposição nos espaços escolhidos, é inseparável do sucesso da problematizasão que a obra opera, seu efeito provocativo.
CONTEXTUALIZAÇÃO
Na Performance DESEJO S.A. o erotismo surge como uma das mais intensas e vitais experiências do homem e se exprime pela força agregadora que leva as pessoas a entrarem em contato. Uma Performance que mostra a sexualidade como a expressão máxima da intimidade e do desejo e que o impacto gerado pelo erotismo leva as pessoas a temerem a ação dele.
Que forças são essas que o homem precisa controlar, desviar, canalizar para outros setores aceitos socialmente? Para o filósofo francês Bataille, o domínio do erotismo está justamente no desejo que triunfa da proibição. O comportamento erótico se opõe ao comportamento habitual.
Na Performance DESEJO S.A. a sexualidade surge como uma liguagem possível, por meio da qual nos comunicamos com o outro, rompendo a descontinuidade dos corpos: a carícia é a “palavra” do corpo.
O objetivo da Performance DESEJO S.A. é mostrar através do movimento-corpo-imagem que as convenções sociais tornam as relações impessoais e impedem o autêntico encontro amoroso.
FICHA TÉCNICA
Pesquisa, criação e execução: Coletivo Curto-Circuito
Performers: Airton lima, Daniel Pizamiglio, David da Paz, Liduina Lins, Mônica Rêgo e Naiana
Cabral.
Videomakers: Cleomir Alencar, David da Paz e Rafael Alcântara
Produção executiva: Escola de Bens Imateriais
Performance realizada no ENCONTRO TERCEIRA MARGEM / VÍDEO-DANÇA – PERFORMANCE – INSTALAÇÕES – INTERVENÇÕES URBANAS / Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par 2008.
Passagem
Deriva
Prospecção em Ambiente Urbano aonde o Participante-Executante lança-se numa Deriva* deixando pegadas criadas em Stencil impressas no percurso.





Recorte Psicogeográfico
Video-Mapa Subjetivo







* Segundo o situacionista Guy Debord, a Deriva é um modo de comportamento experimental ligado às condições da sociedade urbana: técnica de passagem rápida por ambiências variadas. A Deriva é um exercício prático da Psicogeografia e, além de ser também uma forma de apreensão do espaço urbano pelo pedestre através da ação de andar sem rumo, com o objetivo de mapear os diversos comportamentos afetivos diante dessa ação de caminhar pela cidade.
Prospecção em Ambiente Urbano aonde o Participante-Executante lança-se numa Deriva* deixando pegadas criadas em Stencil impressas no percurso.





Recorte Psicogeográfico
Video-Mapa Subjetivo







* Segundo o situacionista Guy Debord, a Deriva é um modo de comportamento experimental ligado às condições da sociedade urbana: técnica de passagem rápida por ambiências variadas. A Deriva é um exercício prático da Psicogeografia e, além de ser também uma forma de apreensão do espaço urbano pelo pedestre através da ação de andar sem rumo, com o objetivo de mapear os diversos comportamentos afetivos diante dessa ação de caminhar pela cidade.
Falha no Sistema
Sabotagem Científica
Arte-Comunicação-Guerrilha nas veias do Capitalismo Contemporâneo.




●Titulo: Falha no Sistema
●Características: Duração indeterminada / Invisibilidade / Desconstrução ambiental/ Prospecção em ambiente urbano / Experiência de mutação: mutação do uso dos espaços, mutação de percepção dos não-lugares determinada pelo evento em ato.
●Pesquisa, Criação e Realização: Coletivo Curto-Circuito
●Produção executiva: Escola de Bens Imateriais
●Dimensões:18 x 5 cm
●Ano: 2006
●Conceitos e Procedimentos de Execução: Inserção (caixas eletrónicos e maquinas de Coca-Cola) através da aplicação de adesivos com a frase 'Fora de Serviço'.
Arte-Comunicação-Guerrilha nas veias do Capitalismo Contemporâneo.




●Titulo: Falha no Sistema
●Características: Duração indeterminada / Invisibilidade / Desconstrução ambiental/ Prospecção em ambiente urbano / Experiência de mutação: mutação do uso dos espaços, mutação de percepção dos não-lugares determinada pelo evento em ato.
●Pesquisa, Criação e Realização: Coletivo Curto-Circuito
●Produção executiva: Escola de Bens Imateriais
●Dimensões:18 x 5 cm
●Ano: 2006
●Conceitos e Procedimentos de Execução: Inserção (caixas eletrónicos e maquinas de Coca-Cola) através da aplicação de adesivos com a frase 'Fora de Serviço'.
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